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domingo, 24 de maio de 2009

frases homéricas

"Coisas que não farei no próximo ano: trocar de mulher também não vou. Precisaria ter alguma para fazer isso. E, se conseguir uma que me aguente, não largo mais. Se, de quebra, rir de minhas piadas infames, até caso." Ulisses Tavares

sábado, 23 de maio de 2009

frases homéricas

Ivete Sangalo, em 2002, soltou essa sobre sua incapacidade de falar em política: "sempre busquei ficar longe disso, de qualquer político". Engraçado, não foi bem isso que pareceu acontecer em 2007 quando a mando de um de seus patrocinadores, aPhilips, ela desfilou na passeata do "cansei".

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Deixem meu vício em paz!

Eu tinha um texto sobre vícios conscientes prontinho, mas, como quase tudo na minha vida bagunçada, eu o perdi. Mesmo assim a reflexão cabe, principalmente agora que o governador de São Paulo assinou um projeto de lei que proibe o fume em ambientes coletivos.

Antes de comentar a notícia digo que sim, sou um fumante. Quando vi a notícia, logo me lembrei de uma matéira da Carta Capital sobre o reflexo, nos pares de Paris, de uma lei que restringia os espaços para fumantes. A matéria contava um caso engraçado: os bares que disponibilizaram espaços para fumantes perderam freguesia para os que mantiveram os espaços livres para os fumantes.

Eu não tenho nada contra a lei, tenho sim em relação a diferença de tratamento entre o consumo de tabaco e o de álcool. Enquanto não se pode mais fazer propaganda de cigarro, as mulheres nuas continuam povoando o horário nobre da TV e as melhores páginas de jornais e revistas. O Ferrez é muito bom ao falar sobre isso. Não lembro muito bem as palavras, mas ele diz, basicamente que enquanto se proíbe a venda de certas drogas, para tentar manter os "playba" na linha, "nóis" da periferia contuamos vendo os cara chegar bebado em casa e bater na mulher.

Todo um arsenal de comidas industrializadas estão ai, causando diversas doenças, principalmente do coração e o que acontece? Horas! A Sadia e a Perdigão tornam-se um super monopólio fazendo corar os defensores da livre concorrência e do mercado.

Não venham me dizer que é em nome da saúde pública! Se quer proibir quilo prejudica a saúde, bora fechar as empresas de alimentos, acabar com o deserto verde de soja, colocar tudo na mão do pequeno agricultor (pra começar). Meu cigarro faz mal? O que você anda comendo também!

frases homéricas

voltando com as frases homéricas depois de um tempo de reflexão...

"templo é dinheiro", frase de Roni Porrada retirada da coluna de Palmério Dória em Caros Amigos.

Minha irmã, o teatro e Augusto Boal

Quantas peças de teatro assisti? Não sei, foram poucas. Minha irmã tem a mente mais "artística" que eu, gosta de teatro, não sei bem o motivo, espero apenas que não seja por causa da fama televisiva. Mas qual o motivo de está falando nisso? Ah! Claro! Me lembrei de um livro que mudou minha visão sobre o ato de interpretar, O Teatro do Oprimido de Augusto Boal. 

O livro não fala apenas da figura do coringa, inventada por ele, ou das linhas teóricas que embasavam o teatro em e seus vários momentos históricos, o teatro do orpimido é mais que a quebra da relação ator espectador, é a idéia de que cultura e militância podem andar juntas, uma resignificando a outra, de maneira plenamente dialética.

Pois é, Augusto Boal morreu este mês, aos 78 anos, 50 deles dedicados ao teatro. Do teatro de Arena até o Centro de Teatro do Orpimidp (CTO), Augusto dedicou sua vida ao combate à cultura não reflexiva.

Auguso Boal mostrou que o teatro é um espaço de disputa de hegemônia, muitos acreditam nisso e fazem parte dos disseminadores do teatro do oprimido. Minha irmã quer fazer teatro...que Augusto Boal esteja com ela e a Malhação bem longe!

 

quinta-feira, 2 de abril de 2009

musica: região centro-oeste

A tarefa não é das mais difíceis: conhecer música de cada um dos estados do Brasil. Sim, com a internet, é só digitar "música acre" que alguma coisa vai aparecer. Então, foi mais ou menos assim que comecei minha caçada. Primeiro defini como iniciar: seria por regiões, e, por algum motivo, a primeira foi a região centro-oeste. O "algum motivo" talvez tenha sido a primeira banda, Macaco Bong.

Ouvi falar dos caras em algum lugar, depois ouvi e comentei com um amigo. Ambos adoramos aquele "rock sem palavras". No site Trama Virtual, encontrei isso sobre eles: "Baseado na desconstrução dos arranjos da música popular em seus formatos convencionais e aliada à linguagem das harmonias tradicionais da música brasileira com jazz/fusion/pop e etc, o Macaco Bong sempre busca nunca concretizar rótulos relativos às variedades nas vertentes dos gêneros musicais em suas composições, tudo isso aplicado tanto na estética quanto no conteúdo do rock’n’roll ".

Depois do Macaco Bong, o jeito foi permanecer na região. A segunda banda foi encontrada da maneira mais simples. Digitei Rock Goiás e, depois de uma pesquisa rápida, encontrei a banda Casa Bizantina. Um rock agressivo, boas letras, enfim, deixemos que eles digam: "Preocupada em valorizar os elementos regionais/nacionais, a Casa Bizantina tenta, em suas composições, resgatar a cultura genuinamente brasileira, mesclando-a com componentes musicais universais e bastante atuais. O resultado da virtuosa mistura - que liquidifica influências de Led Zeppelin, Kiss, Police, Red Hot Chili Peppers, Rage ATM, Bob Marley, Luís Melodia, O Rappa, Gilberto Gil, Barão Vermelho e outros - é um estilo original, quase visceral, que acabou ficando conhecido pelo público local como Reggae-Funk-Metal."

No mesmo momento em que descobri o Macaco Bong, veio, no mesmo barco, aquilo de mais interessante que ouvi esse ano. O som vem de Brasília, mas, ela nem é amarela, nem Rock estilo Legião. Móveis Colonias de Acaju é dessas coisas que soam singular, perder tempo tentando definí-lo é besteira, recomendo ouvir. Enqaunto isso, eles sobre eles: "Com nome baseado em evento histórico – um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal – Móveis Coloniais de Acaju é uma banda de estilo singular. Ao que já foi autodenominado, em termos gastronômicos, de 'feijoada búlgara' é possível perceber rock, ska e a influência de ritmos de todo o mundo e da música brasileira."

Para o fim, uma surpresa, vinda diretamente do Mato Grosso do Sul, mais especificamente de Campo Grande, para ser mais específico ainda, do curso de Zootecnia. Explico, ou melhor, eles explicam: "Rodolfo havia sido transferido para a mesma universidade de Maria Cecília, onde cursava o 2º ano de zootecnia e, por coincidência, na mesma sala de aula. Este encontro proporcionou a formação da dupla Maria Cecília & Rodolfo."

Eles tocam aquilo que faz mais sucesso na região: música sertaneja. Fazem parte da nova geração, essa de Victor e Leo, Jorge e Mateus e CIA. Essa galerinha jovem se autointitula sertanejo universitário. Não sei bem a diferença para o outro sertanejo. Talvez algumas letras que lembrem o sertanejo, o caipira. Eu acredito em jogada para abocanhar o público mais jovem mesmo. O som com muita viola, acordeon, e letras de amor romântico levaram a dupla aos quase cem mil acessos no site de busca de letars vagalume, isso só no mês de março.

frases homéricas

"Eu vivi uma revolução que me fez perder uma parte da família. Sobrevivi a uma guerra que me afastou do meu país e dos meus pais... e foi uam banal história de amor que quase me levou embora". (Marjane, no Hq Persépolis, de novo, falando como as coisas do coração podem ser devastadoras...)